Indústria de pré-moldados de concreto
O pedido não tinha onde morar
- 10/08/2026 Visita presencial dentro da fábrica, com quase duas horas de conversa com quem toca a operação.
- 11/08/2026 Onze regras de operação catalogadas e numeradas, mais uma marcada como dependente de resposta do cliente.
- 13/08/2026 Proposta em etapas entregue, com escopo, sequência e critério para parar em cada etapa.
O desafio
Uma indústria de artefatos de cimento com três usinas, programação de produção em planilha, e um pedido de cliente sem casa própria. Ele vivia numa planilha de formação de preço, num papel impresso entregue na mão do PCP e numa segunda planilha de controle, redigitado. Pedido, cronograma de entrega e saldo não tinham onde morar, então a casa virou o Excel, e cada área passou a manter a sua própria cópia da verdade. Nas palavras do dono, na própria visita: eu tenho dez planilhas.
O que foi feito
Uma reunião remota para entender o terreno e, depois, um dia dentro da fábrica, com folha de campo impressa criada para aquela visita. Quase duas horas ouvindo quem opera o processo todo dia, para entender a realidade como ela é, e não como o organograma diz que seria. O fluxo foi desenhado do contrato assinado à nota emitida, em onze passos, com as regras próprias da operação catalogadas uma a uma, dos sete dias de cura do concreto ao romaneio escrito à mão que volta do campo.
O resultado
O desenho mostrou que o mesmo item era digitado quatro vezes, e que três dessas digitações podiam sair. A quarta ficou de propósito, porque é ela que confere. Onze regras de negócio ficaram escritas e numeradas, e 117 itens de cadastro deixariam de ser redigitados. A proposta saiu em etapas, a primeira delas chamada do pedido ao romaneio, para que a empresa pudesse parar depois de qualquer uma sem ficar com meio sistema.